Lúcio Cardoso no moderno teatro brasileiro: uma leitura do drama-da-vida na dramaturgia O escravo

Mariana de Oliveira Arantes

Resumo


O presente artigo analisa a obra O escravo, de Lúcio Cardoso, sob a perspectiva do conceito de drama-da-vida, teoria exposta por Jean-Pierre Sarrazac. O escritor Lúcio Cardoso escreve apenas oito peças teatrais, a maioria desenvolvida na década de 1940. Dentre elas, em 1937, Cardoso redige O escravo. É preciso lembrar, portanto, que na década de 1940 é demarcado, precisamente em 1943, o início do teatro brasileiro moderno. Ano no qual a obra O escravo estreia nos palcos brasileiros, todavia, sem o devido respaldo da crítica e do público, favorecendo o esquecimento a esse texto. Nesse sentido, empenha-se uma leitura moderna da obra a partir da perspectiva de dramatização-desdramatização debatida por Sarrazac (2013; 2017). Pois se verifica no drama cardosiano personagens em percurso alterável, ora no tempo presente, ora remorando atitudes. O que corrobora a leitura de um romance dramático.

 


Palavras-chave


Lúcio Cardoso. Drama-da-vida. Drama brasileiro. Jean-Pierre Sarrazac.

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